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Diário de Cinema


Filme: Tomboy (Idem)

Direção: Céline Sciamma

Drama - França - 2011

Sinopse: Laure é uma menina de dez anos, que muda de casa constantemente, em decorrência do trabalho do pai.

Ao ir para uma nova residência ainda nas férias, ela faz amizade com uma grande turma de garotos da vizinhança, mas se apresenta como Mikael.

Isso faz com que ela se aproxime de Lisa, a única menina do grupo. Não demora até que Lisa caia em amores por Mikael, mas as férias estão para acabar e Laure não sabe como fará para manter seu segredo. 

Minha opinião: Eu, sinceramente, não tenho muita coisa para falar desse filme. Quando olhei o trailer no cinema me deu muita vontade de ver, principalmente porque eu tinha achado o “menino” a coisa mais fofa do mundo. Pouco antes de assistir, uma amiga da onça me falou que na verdade não era um boy e sim uma menina. Então acabei perdendo a vontade de ver o filme e não fui ao cinema. Isso foi em janeiro do ano passado. Até que não sei como esse filme veio parar em minhas mãos, então abri a minha mente e assisti-o. Claro que eu já sabia a história, mas não sabia o final, então o filme todo eu fiquei meio tenso esperando cenas parecidas com as que eu vi em Meninos não Choram, filme com uma história meio parecida. Graças a Deus isso não aconteceu. Acredito que por serem personagens infantis a diretora optou por não jogar toda aquela ultraviolance no meio. 

Achei o filme bonitinho, pois pegou uma estética bem inocente. Tem momentos que você (se for gay, como eu) se coloca no lugar da personagem principal, muito bem interpretada pela atriz Zoé Héran que é uma fofa. A irmã dela no filme, Jeanne também não fica atrás, dá um show de interpretação para alguém com apenas seis anos. Só achei os pais super evasivos, sem muita emoção, o que prejudicou um pouco o filme, devido à gravidade da situação. Fora isso tudo lindo, boa fotografia, trilha sonora e em minha opinião, competente direção. E acabei falando muito, né?

Nota: 8,0


Filme: A casa da colina (House on Haunted Hill)

Direção: William Malone

Terror - EUA - 1999

Sinopse: Famoso empresário do ramo de parques temáticos, Stephen Price resolve fazer uma surpresa à sua mulher e marca uma festa de aniversário numa casa abandonada há décadas. Entretanto, o que ele não sabe é que o local foi sede do Instituto de Psiquiatria para Criminosos de Vannacutt, sede de experiências que incluíam tortura e morte.

Minha opinião: Quando criança amava esse filme e ele me assustava muito. Mas então eu cresci. Fui rever o filme depois de longos anos e o achei simplesmente um saco. Uma história batida e meio ridícula, muitos defeitos especiais e um elenco chinfrim. Tem filmes que é melhor a gente deixar nas memórias da infância mesmo, pois revistos, acabam com todo aquele encanto inocente. Tenho que tirar ele da minha lista de favoritos do filmow.

Nota:2,0


Filme: Eurotrip - Passaporte para a confusão (EuroTrip)

Direção: Jeff Schaffer

Comédia - EUA - 2004

Sinopse:  Logo após sua formatura, Scott recebe muito mais o que o esperado diploma: ele ganha um gigantesco fora de sua namorada. A solução agora é se embebedar, e afogar as mágoas junto com os amigos numa alucinante viagem pela Europa. Scott vai percorrer oito países, muitas confusões e incontáveis aventuras em busca daquela que pode ser a mulher da sua vida. Ou então achar uma dezena de “mulheres da vida”.

Minha opinião: Tenho esse filme há anos, mais nunca tinha me dado ao trabalho de ver, pois tinha certeza que era uma versão genérica do ridículo American Pie. Pois achei certo. Piadas de sexo já não têm graça nenhuma e esse filme é cheio delas. Pelo menos ele se esforça para ser engraçado e em alguns momentos constrangedores consegue. A sequência de Amsterdam é a prova disso. 

Muito legal ver a minha linda Michelle Trachtenberg (Gossip Girl me liga, bjos) não fazendo maldades e AMEI Jacob Pitts o ator que interpreta o Cooper. Amo meninos com essa cara de retardado.

Não foi um desperdício completo.

Nota: 6,0


Filme: Precisamos falar sobre Kevin (We need to talk about Kevin)

Direção: Lynne Ramsay 

Drama - Reino Unido - 2011

Sinopse: Eva  mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida. O motivo disso vem de seu passado, quando vivia com seu marido Franklin e seus dois filhos: Kevin e Celia. Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, mas Eva jamais imaginaria o que ele seria capaz de fazer.

Minha opinião: Não achei o filme tão perturbador assim sabe. Achei-o bastante dramático e um pouquinho pretensioso, mais nada que prejudicasse o desenrolar da trama. 

Senti muita pena da Eva, tentando recomeçar a vida, senti muita raiva da intolerância das pessoas, que a julgavam como se ela mesma tivesse cometido aquele crime. O único crime dela foi não ter educado o filho como devia, ter passado a mão na cabeça dele, não ter falado nada e ter aceitado situações que se fosse eu que tivesse feito aqui em casa tinha levado a maior surra da minha vida.

Tilda Swinton interpretando magnificamente e Ezra Miller me deixou com nojinho.

Enfim, é um bom filme e que merece ser visto com bons olhos.

Nota: 8,0


Filme: A rosa púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)

Direção: Woody Allen

Comédia/Romance - EUA - 1985

Sinopse:  Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez “A Rosa Púrpura do Cairo” acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

Minha opinião: Uma belíssima homenagem ao cinema através de uma personagem apaixonada, brilhantemente interpretada por Mia Farrow. O ponto de vista ótico de Woody Allen sobre a sétima arte é incrível. É a marca registrada dele fazer filmes com uma abordagem inteligente, de forma tão sensível. Possui um roteiro ÚNICO, original e estupendo. “A Rosa Púrpura do Cairo” merece aplausos, admiração e é um filme digno de adjetivos magníficos. E o que falar do final mágico do filme? Aos pés dançantes de Ginger Rogers e Fred Astaire. Fantástico! 

Nota: 10,0


Filme: O mundo dos pequeninos (Kari-gurashi no Arietti)

Direção: Hiromasa Yonebayashi

Animação - Japão - 2010

Sinopse: Nos subúrbios de Tóquio, sob o assoalho de uma casa velha, Arrietty vive em seu minúsculo mundo com a família, fazendo de tudo para manter em segredo a existência de todos. Sobrevivendo como pequenos ladrões, eles conhecem as regras para que nunca sejam percebidos pelos verdadeiros - e grandes - donos da casa. Para isso, procuram manter a desconfiança deles em cima dos gatos e ratos e tomam todos os cuidados possíveis para evitar de serem vistos. Contudo, quando um jovem rapaz se hospeda na casa, a pequenina Arietty acredita que poderá manter uma amizade com ele, apesar da diferença dos tamanhos.

Minha opinião: Não é de hoje que o cinema de animação japonesa me encanta, principalmente por nomes como Hayao Miyazaki, que para mim é o melhor diretor do mundo na área. Então, eu estava vasculhando na internet sofrendo pela ausência do cara que não lança nada inédito desde Ponyo, em 2008, e me deparo com esse filme. A direção não é dele, mais ele produziu e ainda leva o nome no roteiro, fora que foi criado nos estúdios Guibli, do próprio Miyazaki. A história do filme é simples, nada original, porém a maneira como ele foi criado te encanta logo no primeiro minuto. É um filme triste, melancólico, mas diferente da melancolia preto e branco do filme do Burton (que vi uma noite antes), é uma melancolia com uma profusão infinita de cores e detalhes. Um garoto com o coração fraco que já se conformou com o fato de que talvez não viva muito tempo, uma pequenina solitária em um mundo tão grande, bonito e cheio de terríveis perigos e uma amizade improvável que surge no momento mais difícil da vida de cada um. Uma hora e meia de uma beleza incrível, no conteúdo inteiro da obra, que por vezes me lembra mais os desenhos franceses que já vi, do que criação de Miyazaki.

Nota: 10,0


Filme: Frankenweenie (Idem)

Direção: Tim Burton

Animação - EUA - 2012

Sinopse: ”Frankenweenie” é um conto emocionante sobre um garoto e seu cão. Depois de perder inesperadamente o seu querido cão Sparky, Victor utiliza o poder da ciência para trazer seu melhor amigo de volta à vida, com apenas alguns pequenos ajustes. Ele tenta esconder sua criação em casa, mas quando Sparky sai, os colegas e professores de Victor, e toda a cidade aprendem que a vida pode ser monstruosa.

Minha opinião: Tim Burton tentando resgatar a essência do seu sucesso mórbido da década de 90. Temos infelizmente um resultado fraco, porém cativante. A película que nos remete ao cinema antigo e a claras referências ao seu próprio cinema e clássicos do terror como Frankenstein e Cemitério Maldito não conseguem salvar ao todo sua obra, mas deixam-na no mínimo interessante até certo ponto. A temática da morte e superação teria caído melhor se ele tivesse dado um final menos meloso e mais realista ao filme, mas cá entre nós, realidade não é o ponto mais forte de Burton, não é?

Nota: 8,0


Filme: Anna Karenina (Idem)

Direção: Joe Wright

Drama/Romance - Reino Unido/Irlanda do Norte - 2012

Sinopse: A trama conta a história de uma aristocrata da Rússia Czarista que, apesar de possuir beleza, riqueza, popularidade, um marido, e um filho amado, sente que sua vida é vazia, até ela começar a ter um caso com o impetuoso oficial Conde Vronsky.

 

Minha opinião: Não sei nem como começar a falar sobre essa obra de arte. Um dos melhores filmes de época que já vi, uma das melhores atuações de Keira Knightley, e sem sombra de dúvida nenhuma, a melhor direção de arte que já vi na minha vida. Mais uma fabulosa colaboração entre o diretor Joe Wright e a Keira. De boa, eles formam uma senhora dupla, parcerias incríveis, onde Keira com certeza deve muito ao Joe, pois é com ele que ela mostra sempre, a grande atriz que tem dentro dela. Não podemos nos esquecer que ela nasceu para o cinema na direção de Joe para o romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e foi imortalizada (pelo menos para mim) no papel da apaixonada Cecília Talis do melhor filme de época do mundo, Desejo e Reparação, também do Joe.
Voltando à Anna, que mais uma vez é um roteiro adaptado, dessa vez do russo Tolstói, e para muitos é considerando um dos maiores romances já escrito. A história centra na Anna Karenina, uma aristocrata russa casada à anos que  se apaixona enlouquecidamente pelo Conde Vroski, e tendo seu romance extraconjugal exposto para toda a sociedade da Rússia, assim trazendo sérias consequências para todos os envolvidos. Tô começando a me apaixonar por esses romances russos que são sempre proibidos e muito cheio de pudores.
O filme tem uma estética totalmente diferente de tudo o que eu já vi. Ele se passa todo em um estúdio, que representa um teatro, tendo os cenários mudando constantemente entre os personagens que rodam quase perdidos de um lado ao outro, se misturando com a banda que não para de tocar um minuto sequer, e tudo muito bem coreografado o que nos faz lembrar quase um musical. A segunda parte do filme já tem cenas externas, nos mostrando toda aquela beleza inóspita de campos russos.
Com Anna Karenina fica comprovado definitivamente que Keira Knightley nasceu para fazer filmes de épocas, assumindo convincentemente os comportamentos,  maneirismos e a postura de uma sociedade russa industrializada e pré-revolucionária que se debate com a tradição e com a mudança. No elenco ainda temos Jude Law no papel de um marido rígido, porém apaixonado pela sua mulher adultera, e Aaron Johnson  como o apaixonado Conde Vroski.
Ao terminar de ver o filme, me deu uma vontade louca de correr para a livraria mais próxima e comprar um volume deste romance épico, que eu nunca li, pois além do filme me arrebatar deixou aquele gostinho de quero mais, que eu não sentia desde o último filme do diretor. E que venha o próximo.

 

Nota: 10,0


Filme: Os Vingadores ( The Avengers)

Direção: Joss Whedon

Ação/Aventura - EUA - 2012

Sinopse: Loki  retorna à Terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo mágico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Loki os usa para controlar o dr. Erik Selvig e Clint Barton/Gavião Arqueiro, que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury convoca um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony Stark/Homem de Ferro, Steve Rogers/Capitão América, Thor, Bruce Banner/Hulk e Natasha Romanoff/Viúva Negra. Só que, apesar do grande perigo que a Terra corre, não é tão simples assim conter o ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo.

 

Minha opinião: Tirando o time de gostosos é um filme loooooongo, confuso e cansativo.

 

Nota: 3,0


Filme: Juno (Idem)

Direção: Jason Reitman

Comédia/Drama - EUA - 2007

Sinopse: O filme mostra situações de uma menina de 16 anos chamada Juno, que engravida de seu companheiro de classe Bleeker, e desiste de fazer um aborto.

Com a ajuda do pai, da madrasta e da melhor amiga Leah, a jovem adolescente procura o casal “perfeito” para criar seu filho, e encara situações delicadas e incomuns para sua maturidade.

 

Minha opinião: Conheci Juno em uma época que eu estava super desatualizado de cinema, pois trabalhava loucamente. Todo mundo falava desse filme, e eu fiquei intrigado por ele estar concorrendo ao Oscar, pois ao meu ver  era só uma comédia sobre uma garota grávida, e para mim isso não tinha novidade nenhuma. Então fui assistir e tive uma surpresa, aliás, uma deliciosa surpresa.
Um roteiro delicioso (até então não conhecia Diablo Cody, e creio que quase ninguém também) com situações cômicas e comoventes, uma trilha sonora fantástica, e um fabuloso elenco. Ellen Page está impagável como Juno, uma típica garota americana, meio outsider, que além de carregar a carga de ser adolescente leva um filho em seu ventre gerado por um simples momento de tédio; Michael Cera é o seu melhor amigo e devida paixão, o pai da criança. Acho Cera super maçante, para mim ele só faz o mesmo papel apático em todos os filmes, com exceção de Scott Pilgrim, onde parece que jogaram sal nele; J. K. Simmons sempre muito engraçado, rendendo bons momentos no filme; Allison Janey é uma linda, amo ela demais; Temos também Jennifer Garner que interpreta Vanessa, uma mulher desesperada por um filho, mais infelizmente não o pode gerar. Eu não gosto da Jennifer, acho ela feia, chata e sem um pingo de talento. Sempre que vejo que o filme leva ela no elenco procuro não ver o filme, mais esse foi inevitável, e sinceramente, eu gostei muito do papel dela no filme, está convincente. Mais a boca dela continua a me agoniar. E finalizando temos Leah, a melhor amiga de Juno, interpretada pela Olivia Thirbly. Eu já tinha visto anteriormente um filme com a Olivia, e tinha gostado muito dela, mais nesse filme ela me conquistou completamente. Ri muito com o papel dela, Clássica.
Eu não lembro de ter visto antes algum filme do Jason Reitman, mais depois desse comecei a prestar mais atenção no cara, e ele é super foda, já entrou na minha lista de diretores preferidos.

Enfim, adorei tudo no filme, principalmente a Juno pois ela o é o tipo de garota que eu gostaria de ter como amiga, engraçada, independente, sabe falar as coisas que ela pensa com facilidade e tem todo aquele senso de humor irresistível. Merece ser vista.

 

Nota: 10,0



Todos os filmes que vi, os que gostei e, os que odiei.





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